O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deu início neste sábado, 17 de janeiro de 2026, à maior operação de ressarcimento de sua história. O processo envolve a liberação de R$ 40,6 bilhões a cerca de 800 mil credores que tinham recursos no Banco Master, liquidado em novembro de 2025.
Para investidores pessoa física, o pedido deve ser feito pelo aplicativo oficial do FGC, que exige cadastro com biometria facial e envio de documentos como RG ou CNH. Empresas precisam realizar a solicitação diretamente no site da entidade. Após a assinatura digital do termo de solicitação, o depósito é previsto para ocorrer em até dois dias úteis na conta de mesma titularidade.
O intenso volume de acessos na manhã de estreia provocou instabilidades na plataforma. Até o meio-dia, mais de 140 mil tentativas de login foram registradas, causando dificuldades no envio de arquivos e na conclusão dos formulários. O FGC informou que trabalha para estabilizar o sistema e orienta os credores a aguardarem caso encontrem lentidão.
A garantia do fundo é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, valor que engloba principal e rendimentos de aplicações como CDBs, LCIs, LCAs e saldo de conta corrente até a data da liquidação. Quantias que superam esse teto deverão ser reivindicadas no processo conduzido pelo Banco Central.
Imagem: José Cruz
Diante do montante recorde, o FGC lançou alerta contra golpes. A instituição reforça que não cobra taxas, não usa intermediários e não envia solicitações por WhatsApp ou SMS pedindo senhas ou transferências.
Com informações de WizyThec

