Pesquisadores de diversos países avançam para um marco inédito: reproduzir, em ambiente digital, a atividade completa de um cérebro humano. O trabalho será executado em alguns dos supercomputadores mais potentes do mundo, capazes de processar volumes de dados que, até poucos anos atrás, eram inalcançáveis.
Do inseto ao humano
Em 2024, o grupo responsável pelo projeto conseguiu mapear o cérebro da Drosophila melanogaster (mosca-das-frutas), registrando 54,5 milhões de sinapses. O sucesso abriu caminho para um desafio muito maior: lidar com bilhões de neurônios humanos e suas respectivas conexões.
Hardware acompanha ritmo biológico
Segundo os cientistas, o maior obstáculo não é apenas armazenar a gigantesca quantidade de informações, mas atualizar cada dado na velocidade em que os neurônios trocam sinais. Os equipamentos atuais já conseguem sincronizar o disparo de bilhões de células simuladas, permitindo observar em tempo real o fluxo de informação na rede neural virtual.
Conectoma como mapa-guia
A iniciativa se baseia em estudos do conectoma humano, representação detalhada da “fiação” cerebral. Ao inserir dados biológicos precisos nos modelos, os engenheiros de software evitam estimativas genéricas e ampliam a fidelidade da reconstrução digital.
Aplicações médicas
Com um cérebro virtual em escala humana, equipes médicas esperam testar novos fármacos, investigar falhas de conexão e estudar distúrbios neurológicos sem riscos para pacientes. A expectativa é que o supercomputador funcione como laboratório central para futuras terapias.
Imagem: Sergey Nivens
Não foi divulgada uma data oficial para a conclusão da primeira simulação integral, mas os responsáveis afirmam que a capacidade de processamento já está disponível e os modelos biológicos avançam rapidamente.
Com informações de WizyThec

