A indústria automotiva brasileira fabricou 2,64 milhões de veículos em 2025, alta de 3,5% na comparação com o ano anterior, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (15) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O resultado mantém o país entre os principais produtores globais, impulsionado sobretudo pelos modelos leves.
O mercado interno registrou 2,69 milhões de unidades emplacadas, avanço de 2,1% sobre 2024. Apesar desses números positivos, o fechamento do ano foi atípico: dezembro trouxe o menor volume mensal de exportações desde 2020, acendendo alerta para 2026.
Estoque elevado impulsiona vendas locais
Com foco em reduzir excedentes nos pátios, as montadoras reforçaram campanhas de vendas no fim do ano. Essa estratégia resultou em crescimento de 17,1% nos emplacamentos de dezembro frente a novembro, compensando a retração de 15,8% da produção industrial no mesmo período.
Desempenho externo em dois tempos
No acumulado de 2025, as exportações saltaram 32,1%, totalizando quase 529 mil veículos enviados ao exterior. Porém, em dezembro, as vendas externas recuaram 47,7% em relação ao mês anterior, movimento que a Anfavea avalia como desafio logístico relevante para o planejamento do próximo ano.
Infraestrutura para carros voadores avança
Enquanto a produção tradicional se ajusta, o país dá passos rumo à mobilidade aérea. As empresas Pax Aeroportos e UrbanV firmaram acordo para instalar vertiportos — terminais dedicados a aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) — no Campo de Marte, em São Paulo (SP), e no aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ).
Imagem: Fernando Frazão
O projeto paulista funcionará como sandbox regulatório supervisionado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), permitindo testes controlados de operações, tecnologias e normas de segurança antes da liberação comercial ampla. A expectativa é ligar pontos estratégicos, como a região da Faria Lima e o bairro de Copacabana, além de criar rotas rápidas para aeroportos internacionais e cidades próximas, entre elas Campinas (SP) e Niterói (RJ).
Com a combinação de crescimento da produção interna e investimentos em modais aéreos, o Brasil encerrou 2025 com indicadores robustos, mas já de olho nas incertezas do mercado externo para 2026.
Com informações de WizyThec

