Buracos negros não apenas engolem matéria; eles também gerenciam como a energia é devolvida ao espaço. Pesquisa publicada na revista Nature Astronomy apresenta as primeiras evidências de que esses objetos alternam entre jatos de plasma supersônicos e ventos de raios X, nunca liberando ambos simultaneamente.
O trabalho analisou o sistema binário 4U 1630-47, onde um buraco negro com cerca de dez vezes a massa do Sol suga material de uma estrela vizinha. Dados coletados durante três anos pelo telescópio de raios X NICER, da NASA, e pelo radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, permitiram identificar um padrão claro de alternância entre os dois tipos de emissão.
Como ocorre a alternância
Segundo o coautor Dr. Jiachen Jiang, da Universidade de Warwick, quando um jato forte é ativado o vento de raios X praticamente some; quando o vento retorna, o jato se desfaz. Para o autor principal, Dr. Zuobin Zhang, da Universidade de Oxford, o resultado destaca “uma competição complexa” entre as diferentes formas de fluxo de saída.
Quantidade de energia permanece estável
A equipe observou que, embora a forma de expulsão de matéria mude, a quantidade total de massa e energia ejetada se mantém praticamente constante. Isso indica que a transição não depende da taxa de “alimentação” do buraco negro, mas possivelmente de alterações em seu campo magnético interno.
Imagem: buracos negros supermassivos seu núc
Impacto no ambiente cósmico
Esse mecanismo de autorregulação pode influenciar o crescimento do próprio buraco negro e afetar regiões vizinhas, ajudando a controlar a formação de estrelas nas galáxias que os abrigam. Compreender essa “gangorra” energética é considerado um passo importante para explicar como os objetos mais extremos do Universo moldam a evolução ao seu redor.
Com informações de WizyThec

