A Tesla deixará de oferecer a compra vitalícia do sistema Full Self-Driving (FSD) a partir de 14 de fevereiro de 2026. O anúncio foi feito pelo CEO Elon Musk na rede X, confirmando que, após essa data, o software de direção assistida só poderá ser contratado por assinatura mensal.
Hoje, a licença permanente custa US$ 8 mil (aproximadamente R$ 43 mil). Com o novo modelo, o acesso inicial cairá para a mensalidade vigente nos Estados Unidos, de US$ 99 (cerca de R$ 532). A mudança segue a estratégia da montadora de ampliar receitas recorrentes em meio à queda nas vendas globais e à concorrência acirrada da chinesa BYD.
Pressão regulatória e metas de dados
Enquanto busca maior adoção do FSD entre motoristas que evitavam o pagamento único, a Tesla também lida com investigações de órgãos de segurança viária norte-americanos sobre colisões e infrações envolvendo milhões de veículos. O software continua classificado como assistência de Nível 2, exigindo supervisão humana contínua.
Musk definiu um novo critério para que o FSD opere sem intervenção do condutor: a frota da empresa precisa acumular cerca de 16 bilhões de quilômetros rodados com o sistema ativo. Até o fim de 2025, esse total era pouco superior a 11 bilhões; no ritmo atual, a meta deve ser alcançada apenas em julho de 2026, com posterior período de treinamento e correção.
Funcionalidades e limitações
Atualmente, o FSD executa mudanças de faixa, navegação por cruzamentos e resposta a sinais de trânsito em vias urbanas. Apesar disso, o condutor continua legalmente responsável por qualquer incidente, já que o recurso não possui certificação de autonomia plena.
Imagem: Mijansk
Com o fim da licença vitalícia, a Tesla se prepara para expandir a base de usuários pagantes do FSD por assinatura, enquanto tenta recuperar a liderança no mercado global de veículos elétricos, perdida para a BYD em 2025.
Com informações de WizyThec

