A Alphabet, controladora do Google, atingiu brevemente a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026. A façanha ocorreu após as ações da companhia subirem 1,66%, chegando ao preço recorde de US$ 334,04.
Com essa cotação, a avaliação chegou a US$ 4,03 trilhões — o equivalente a mais de R$ 21,4 trilhões na conversão direta. O patamar, entretanto, não se sustentou até o fechamento do pregão.
Quarta big tech a cruzar o patamar
A Alphabet tornou-se a quarta empresa de tecnologia a ultrapassar os US$ 4 trilhões, juntando-se a Nvidia, Apple e Microsoft. Entre elas, somente a Nvidia permanece acima desse nível; a Apple recuou para cerca de US$ 3,8 trilhões e a Microsoft para US$ 3,6 trilhões.
Inteligência artificial puxa valorização
O otimismo dos investidores se deve, principalmente, ao avanço da Alphabet em inteligência artificial. O lançamento do modelo Gemini 3 elevou o status da companhia no setor, com desempenho considerado superior ao de rivais em testes de referência.
A base de usuários do Gemini cresceu de aproximadamente 450 milhões, em meados do ano passado, para mais de 650 milhões de usuários mensais. O crescimento pressionou concorrentes como OpenAI e Anthropic. Embora o ChatGPT permaneça o mais popular e o Claude seja elogiado por recursos de programação, o Gemini vem sendo apontado como uma solução mais versátil.
Um indicativo disso foi a decisão da Apple de adotar o Gemini como base para uma versão personalizada da assistente Siri, prevista para lançamento ainda em 2026.
Imagem: Rokas Tenys
Reação após críticas
O desempenho atual contrasta com o período de incerteza iniciado em 2022, quando o ChatGPT popularizou os chatbots e gerou temores de queda no tráfego do buscador do Google. Naquele momento, a Alphabet foi criticada por reagir lentamente. Desde então, acelerou iniciativas em IA, apresentando novos produtos e um Modo IA em seu buscador, que responde a perguntas de forma conversacional.
O impacto positivo aparece também nos resultados financeiros. A empresa divulgou recentemente receita trimestral recorde, impulsionada por um salto de 34% na divisão de computação em nuvem, hoje um dos principais motores de faturamento.
Com informações de WizyThec

