Cupertino (EUA), 12 de janeiro de 2026 – A Apple anunciou nesta segunda-feira (12) uma colaboração de longo prazo com o Google para integrar o modelo de inteligência artificial Gemini à nova versão da Siri, prevista para chegar ao público em 2026.
Quem, o que, quando, onde e por quê
• Quem: Apple e Google
• O quê: Parceria multianual para uso dos modelos Gemini e da infraestrutura de nuvem do Google
• Quando: acordo divulgado em 12 de janeiro de 2026; lançamento da nova Siri previsto ainda para 2026
• Onde: Implementação em dispositivos Apple e no Private Cloud Compute da companhia
• Por quê: ampliar recursos de inteligência artificial e tornar a assistente mais contextual e personalizada
Detalhes do acordo
Segundo comunicado conjunto publicado no perfil oficial @NewsFromGoogle, a próxima geração dos Apple Foundation Models será baseada no Gemini. Esses modelos impulsionarão futuras funcionalidades do Apple Intelligence, incluindo uma Siri capaz de compreender melhor o contexto do usuário e executar tarefas em seu nome.
A Apple informa que a decisão ocorreu após um processo interno de avaliação técnica que apontou o Gemini como a solução mais adequada para oferecer novas experiências aos consumidores. O contrato envolve também o uso da infraestrutura de nuvem do Google para treinar e hospedar os futuros modelos de IA da Apple.
Histórico e movimentações internas
Nos últimos meses, a Apple vinha desenvolvendo uma atualização da Siri com recursos avançados de IA, mas o projeto foi adiado em março do ano passado. Para acelerar a iniciativa, a empresa buscou parcerias externas e promoveu mudanças internas na liderança de IA: Mike Rockwell, responsável pelo Vision Pro, assumiu o lugar de John Giannandrea.
Além do Google, a Apple manteve conversas com OpenAI, Anthropic e Perplexity. O CEO Tim Cook declarou que a companhia pretende integrar tecnologias de múltiplos fornecedores ao longo do tempo.
Imagem: Thrive Studios ID
Privacidade permanece prioritária, diz Apple
Mesmo com a adoção do Gemini, a Apple afirmou que o Apple Intelligence continuará rodando localmente nos dispositivos e no Private Cloud Compute, mantendo os padrões de privacidade considerados “líderes do setor” pela empresa.
Com o acordo, a Apple reforça sua estratégia de IA em meio à rápida evolução de modelos generativos, enquanto o Google consolida o Gemini como solução para aplicações comerciais de grande escala.
Com informações de WizyThec

