Em pleno 2025, parte da aviação comercial continua a depender de disquetes de 3,5 polegadas para manter seus sistemas de navegação em dia. Modelos como o Boeing 747-400 e algumas unidades mais antigas do Airbus A320 ainda precisam receber, a cada 28 dias, os bancos de dados que reúnem informações sobre aeroportos, pistas, frequências de rádio e rotas.
Atualização manual e demorada
O procedimento é realizado por um técnico em solo, que precisa inserir uma sequência de disquetes no leitor instalado no painel da aeronave ou em um compartimento de manutenção. Todo o carregamento pode durar horas e exige precisão para que nenhum arquivo fique de fora.
Certificação dificulta mudanças
A substituição do leitor de disquetes por portas USB ou conexões sem fio esbarra no processo de certificação. Qualquer componente novo deve ser aprovado por autoridades como a FAA (Estados Unidos) ou a ANAC (Brasil). Além de provar que o item não causa interferência eletromagnética nos comandos de voo, companhias aéreas teriam de arcar com custos de milhões de dólares por aeronave.
Equipamentos de solo permanecem no Windows 95
Na manutenção em solo, ainda é comum encontrar terminais rodando Windows 95 ou 98. Esses sistemas operacionais garantem compatibilidade total com o software de diagnóstico criado na década de 1990, quando muitas dessas aeronaves foram projetadas.
Imagem: Reprodução
Velho, mas protegido
O uso de mídia física também atua como barreira contra ataques cibernéticos. Sem conexão direta à internet, os sistemas ficam air-gapped, o que dificulta tentativas de invasão remota. Para um setor que prioriza estabilidade e segurança, a tecnologia madura de 30 anos segue sendo vista como confiável.
Com informações de WizyThec

