Girar repetidamente antes de urinar ou defecar não é mero ritual dos cães. Pesquisadores da Universidade de Praga concluíram que o animal utiliza a magnetorrecepção — capacidade de perceber o campo magnético terrestre — para alinhar o corpo, preferencialmente no eixo Norte-Sul, nos momentos em que está mais vulnerável.
Como o comportamento se desenvolve
Durante passeios, o cão executa três etapas:
- Exploração: fareja o solo em busca de marcas de outros animais e avalia a segurança do local;
- Giro de alinhamento: as voltas calibram a “bússola biológica” com o magnetismo do planeta;
- Posicionamento final: o corpo se estabiliza no sentido Norte-Sul antes do animal agachar.
Os testes mostraram que o alinhamento é consistente quando o campo magnético está calmo. Em dias de tempestades solares ou variações geomagnéticas intensas, os cães ficam desorientados, giram mais vezes e podem abandonar a preferência direcional.
O que interfere na orientação
De acordo com os cientistas, o padrão observado foi:
Imagem: inteligência artificial
- Campo estável: alinhamento preciso no eixo Norte-Sul;
- Perturbação solar: posicionamento aleatório;
- Variações diurnas: ajustes rápidos conforme a intensidade do campo.
Especialistas em comportamento animal acrescentam que o giro também ajuda a achatar a grama e espantar insetos, unindo instinto de proteção física a uma “tecnologia” sensorial herdada dos ancestrais lobos.
Com informações de WizyThec

