Pesquisadores reunidos pelo American Museum of Natural History detalharam as curiosas habilidades da Turritopsis dohrnii, água-viva que vive em águas profundas e é capaz de rejuvenescer indefinidamente. O animal, apelidado de “água-viva imortal”, consegue regredir ao estágio juvenil sempre que enfrenta ferimentos, doenças ou envelhecimento.
Como funciona o “renascimento”
O segredo está em um processo de transdiferenciação celular; células adultas transformam-se em células jovens, reiniciando o organismo.
- Fase de pólipo: a água-viva começa a vida fixada ao leito marinho, formando colônias.
- Fase de medusa: ao atingir a maturidade sexual, torna-se uma medusa livre, semelhante a outras águas-vivas.
- Reversão biológica: diante de estresse, volta a ser pólipo, reconstruindo todo o corpo.
Durante a regressão, células da campânula e dos tentáculos convertem-se nos tipos celulares do estágio inicial. Esse ciclo pode ser repetido inúmeras vezes, configurando uma imortalidade biológica rara no reino animal.
Impacto para a ciência
A capacidade de “reiniciar” o organismo desperta interesse mundial. Ao entender como a Turritopsis dohrnii reprograma as próprias células, biólogos e médicos buscam pistas para terapias de medicina regenerativa e tratamento de doenças degenerativas em humanos.
Embora a maioria das espécies marinhas siga o fluxo tradicional de nascimento, reprodução e morte, a Turritopsis apresenta um ciclo de vida cíclico e reversível, o que a distingue das demais águas-vivas.
Imagem: inteligência artificial
Os estudos continuam a investigar como o mecanismo de transdiferenciação pode ser aplicado à reparação de tecidos e ao retardamento do envelhecimento em outras espécies.
Com informações de WizyThec

