Um estudo publicado na revista Science Advances analisou registros de 176 mulheres que viviam no Hemisfério Norte e identificou sinais de sincronização entre seus ciclos menstruais e as fases de Lua cheia e Lua nova, especialmente em dados coletados antes de 2010, período anterior à ampla adoção de diodos emissores de luz (LED) e smartphones.
Como o estudo foi conduzido
A pesquisadora responsável e sua equipe acompanharam o início da menstruação de cada participante por intervalos que variaram de dois a 37 anos. Nenhuma das voluntárias utilizava contraceptivos orais, fator que poderia interferir nos resultados. Os registros foram cruzados com informações astronômicas sobre as fases lunares, buscando correlações de data.
Principais resultados
Os autores observaram que os ciclos registrados antes de 2010 apresentavam sincronização estatisticamente significativa com as fases de Lua cheia e Lua nova. Já os dados coletados após a popularização de luzes LED e smartphones não mostraram o mesmo padrão.
Limitações reconhecidas
Os próprios pesquisadores alertam que não foi possível estabelecer relação de causa e efeito. Entre as limitações apontadas estão:
Imagem: Hazal Ak
- Pequeno número de participantes;
- Dados menstruais autorrelatados, sujeitos a imprecisões;
- Ausência de informações sobre fatores como envelhecimento ou doenças;
- Possível influência de variáveis ambientais ou individuais não analisadas.
Apesar das restrições, os autores consideram que o estudo abre caminho para investigações mais amplas sobre eventuais ligações entre ritmos biológicos humanos e ciclos lunares.
Com informações de WizyThec

