Indígenas das costas oeste e norte do Alasca localizaram fragmentos de um antigo arpão enquanto cortavam a carcaça de uma baleia-da-groenlândia. A arma, construída entre 1885 e 1895, foi identificada por um historiador do Museu da Baleia de New Bedford após análise dos pedaços enviados por um biólogo presente no local.
A descoberta confirma mais uma vez a longevidade excepcional dessa espécie, já que o animal atingido pelo artefato tinha mais de 100 anos de idade. Bowhead whales, como são conhecidas em inglês, podem ultrapassar 200 anos de vida, sendo consideradas os mamíferos mais longevos do planeta.
A caça comercial às baleias está proibida desde 1986, mas ainda ocorre de forma limitada em países como Noruega, Islândia e Japão, além de ser autorizada a comunidades indígenas do Alasca, para as quais a espécie é fonte tradicional de alimento há milênios.
Com corpos que chegam a 18,8 metros de comprimento e mais de 90 toneladas, as baleias-da-groenlândia vivem quase todo o tempo nas águas geladas do Ártico. A espessa camada de gordura, de até 50 centímetros, ajuda a manter o calor nesses ambientes extremos.
Imagem: Vladimir Chebanov
Após sofrerem forte redução populacional devido à caça comercial no passado, estimativas atuais indicam cerca de 20 mil indivíduos, resultado de iniciativas de conservação iniciadas nas últimas décadas.
Com informações de WizyThec

