Especialistas em segurança digital indicam que o tamanho da senha pesa mais na proteção de contas on-line do que a quantidade de símbolos e caracteres especiais. Segundo eles, a entropia — medida que calcula todas as combinações possíveis — cresce de forma exponencial com cada novo caractere, tornando frases extensas as melhores aliadas contra ataques de força bruta.
Por que as frases ganham força
Softwares usados por hackers testam milhões de sequências por segundo e já reconhecem trocas simples de letras por símbolos, como “@” no lugar de “a”. Por isso, senhas curtas podem ser vulneráveis mesmo parecendo complexas. Em testes de laboratório citados pelos especialistas, “Pa$$w0rd” (oito caracteres) pode ser decifrada em poucos minutos, enquanto “casa-batata-azul-ventilador” (25 caracteres) exigiria centenas de anos de processamento.
Dicas práticas de criação
Profissionais de cibersegurança sugerem regras fáceis de adotar:
- Mínimo de 12 caracteres: quanto maior, mais difícil de quebrar.
- Separadores: espaços ou hifens ajudam a memorização e ampliam a entropia.
- Senhas únicas: não reutilizar a mesma chave em serviços diferentes.
- Gerenciadores: ferramentas como Bitwarden e 1Password criam e armazenam frases fortes, dispensando a memorização de várias combinações.
Níveis de resistência
Para ilustrar o impacto do comprimento, especialistas classificaram exemplos em quatro patamares:
Imagem: Reprodução
- Nível 1 (fraca): “12345678” ou “senhabrasil” — quebrada instantaneamente.
- Nível 2 (média): “Brasil@2024” — vulnerável em poucos minutos a ataques de dicionário.
- Nível 3 (forte): “B7#r@$1L!” — difícil de decorar e suscetível após alguns dias de tentativa.
- Nível 4 (altíssima): “meu-carro-e-azul-e-velho” — levaria milênios para ser decifrada, mantendo boa memorização.
A recomendação geral é simples: em vez de investir em símbolos complexos, aposte no comprimento da frase e em métodos de autenticação adicionais, como o duplo fator (2FA), para reforçar a proteção das contas.
Com informações de WizyThec

