Fenômenos celestes de 2025: superluas, eclipses, cometas raros e a maior erupção solar do ano

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O ano de 2025 termina com um balanço de eventos astronômicos que atraíram a atenção de amadores e profissionais em todo o planeta. Entre fevereiro e dezembro, o céu apresentou um raro alinhamento de sete planetas, três superluas, quatro eclipses, diversos cometas de destaque e uma série de erupções solares de classe X, incluindo a mais intensa registrada no período.

Alinhamento de sete planetas em fevereiro

No fim de fevereiro, logo após o pôr do sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno apareceram na mesma faixa do céu. Vênus e Júpiter foram facilmente identificados a olho nu, enquanto Urano e Netuno exigiram telescópios. O fenômeno, visível principalmente em 28 de fevereiro, foi um dos alinhamentos mais completos dos últimos anos, resultado da perspectiva da Terra e não de um “enfileiramento” real dos planetas.

Três superluas entre outubro e dezembro

A temporada de superluas começou em 8 de outubro. A segunda, em 5 de novembro, foi a mais brilhante do ano por ocorrer poucas horas após o perigeu. O ciclo se encerrou em dezembro, ainda com elevado brilho, encerrando a série de luas cheias próximas da Terra que realçaram o disco lunar nos céus do mundo inteiro.

Quatro eclipses ao longo do ano

• 14 de março: eclipse lunar total, visível no Brasil, com a Lua adquirindo tons avermelhados.
• 29 de março: eclipse solar parcial, observado em regiões fora do território brasileiro.
• 7 de setembro: segundo eclipse lunar total de 2025, não visível no país.
• 22 de setembro: eclipse solar parcial, visto principalmente de áreas remotas.

Cometas que chamaram a atenção

• Abril: C/2025 F2 (SWAN) exibiu cauda brilhante em aproximação relativamente curta.
• Setembro: C/2025 A6 (Lemmon) tornou-se visível do Brasil pela primeira vez em 1.300 anos.
• Segunda metade do ano: C/2025 R2 (SWAN) perdeu parte da cauda ao interagir com o vento solar.
• Também ganharam destaque o dourado C/2025 K1 (ATLAS) e o visitante interestelar 3I/ATLAS, terceiro objeto desse tipo já identificado no Sistema Solar.

Erupções solares intensas

Os observatórios contabilizaram 15 erupções de classe X. A mais forte, de classe X5.1, ocorreu em 11 de novembro na região ativa AR4274, alcançando o pico às 7h (horário de Brasília). O evento gerou blecautes de rádio (nível R3) sobre África e Europa e liberou três ejeções de massa coronal que chegaram à Terra, intensificando auroras sem provocar danos significativos a infraestruturas críticas.

Com uma sequência de fenômenos visíveis a olho nu e registros científicos relevantes, 2025 consolidou-se como um dos anos mais movimentados da astronomia recente.

Com informações de WizyThec

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