A Waymo iniciou testes para incorporar o Gemini, chatbot do Google, como assistente de passageiros em seus veículos autônomos. Indícios da novidade foram descobertos no código do aplicativo da empresa pela pesquisadora Jane Manchun Wong, reconhecida por localizar funções ainda não lançadas em apps.
De acordo com Wong, o sistema inclui um documento interno com cerca de 1.200 linhas que descrevem como o assistente deve agir durante as viagens. O projeto vai além de um chatbot tradicional, priorizando acompanhamento contínuo e suporte aos usuários.
Funções previstas
As instruções analisadas apontam que o Gemini responderá perguntas simples, ajustará temperatura, iluminação e música na cabine, além de enviar mensagens tranquilizadoras quando necessário. A ativação ocorrerá pela tela do carro, com cumprimentos personalizados pelo primeiro nome do passageiro e acesso ao histórico de corridas.
O guia de comportamento define uma identidade clara para o bot: companheiro virtual amigável, discreto e focado em melhorar a experiência a bordo. O texto orienta o uso de linguagem simples, respostas curtas e sem jargões técnicos.
Limites de atuação
O material separa o papel do assistente de IA do sistema de direção. Caso seja questionado sobre como o veículo dirige ou enxerga a estrada, o Gemini deve atribuir essas capacidades ao Waymo Driver. Também está orientado a evitar comentários sobre incidentes, desempenho ou vídeos de acidentes envolvendo a empresa.
Dentro dos limites, o chatbot poderá fornecer informações gerais, como condições climáticas, horários de funcionamento de estabelecimentos e eventos esportivos. No entanto, não executará reservas, pedidos ou ações emergenciais, nem poderá alterar rotas, mexer em bancos, vidros ou volume do som. Quando receber solicitações fora do escopo, deverá explicar educadamente que a função não está disponível.
Imagem: Michael Vi
Status do projeto
A Waymo não confirmou se o recurso chegará ao serviço comercial. Em resposta ao site TechCrunch, a empresa afirmou apenas que testa melhorias contínuas e que nem todas as experiências internas se tornam produtos finais.
O Gemini já é utilizado pela companhia em outras frentes: a Waymo declarou ter recorrido ao modelo de IA para treinar cenários complexos em seu sistema de condução autônoma. No setor, a inclusão de assistentes de IA a bordo não é exclusiva; a Tesla, por exemplo, desenvolve o Grok, da xAI, com enfoque em conversas mais longas e memorização de interações.
Com informações de WizyThec

