No início de 2025, empresas de tecnologia passaram a apresentar os agentes de inteligência artificial como a próxima grande revolução, sucedendo os chatbots tradicionais. A promessa era substituir sistemas que apenas respondiam perguntas por softwares capazes de agir, executar tarefas, coordenar ferramentas e tomar decisões com mínima intervenção humana.
O entusiasmo, porém, foi maior do que os resultados obtidos ao longo do ano. Segundo a coluna Fala AI, conduzida pelo físico Roberto Pena Spinelli — formado pela USP e especializado em Machine Learning pela Universidade Stanford —, a adoção prática da tecnologia mostrou avanços, mas em escala menor que o discurso inicial sugeria.
Em vez de plataformas totalmente autônomas, o mercado deu passos concretos em aplicações bem delimitadas, voltadas a tarefas com escopo definido e regras claras. Esse movimento evidenciou benefícios pontuais, mas manteve as soluções distantes do nível de autonomia previsto pelos comunicados de lançamento.
O debate sobre inteligência artificial também esbarrou em preocupações trabalhistas. Possíveis demissões e mudanças nos perfis profissionais exigidos alimentaram discussões sobre o impacto da tecnologia no mercado de trabalho.
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Diante desse panorama, Spinelli analisa qual foi o saldo real da IA em 2025 e o que pode ser esperado para 2026, tema central da edição mais recente de Fala AI.
Com informações de WizyThec

