Permitir-se derramar lágrimas durante um filme pode trazer ganhos reais para a saúde, apontam especialistas da Harvard Medical School. Segundo a instituição, o cérebro interpreta a tristeza ficcional como sinal para liberar substâncias que regulam o organismo, promovendo sensação de alívio e equilíbrio emocional.
Como o corpo reage às cenas emocionantes
Ao se envolver com narrativas tristes, o sistema nervoso libera oxitocina, hormônio associado ao bem-estar e à conexão social. O processo também estimula a produção de endorfina, analgésico natural que atenua dores físicas e emocionais. Juntas, essas substâncias reduzem os níveis de cortisol, responsável pela resposta ao estresse, e geram a leveza normalmente sentida após a sessão de cinema.
Lágrimas têm funções distintas
Pesquisadores lembram que nem toda lágrima é igual. O organismo produz três tipos principais:
Lágrima basal – lubrifica e protege continuamente a superfície ocular, contando com proteínas e anticorpos.
Lágrima de reflexo – elimina irritantes, como fumaça ou cebola, e é composta basicamente por água.
Lágrima emocional – surge em resposta a sentimentos fortes, é rica em hormônios e encefalina, contribuindo para a regulação interna.
Empatia segura
O ambiente do cinema oferece um espaço controlado para expressar emoções reprimidas. Como o sofrimento é apenas ficcional, o espectador consegue projetar angústias pessoais nos personagens sem enfrentar consequências reais, utilizando o choro como estratégia de autocuidado mental.
Imagem: inteligência artificial
Para os especialistas, transformar a experiência de assistir a um drama em exercício de empatia pode ser uma ferramenta simples e eficiente para manter o equilíbrio psicológico no dia a dia.
Com informações de WizyThec

