Pesquisadores da Universidade de St. Andrews, na Escócia, confirmaram que golfinhos-nariz-de-garrafa desenvolvem assobios individuais que funcionam como verdadeiros “nomes”. Esses sinais vocais exclusivos são elaborados nos primeiros meses de vida e permitem que cada animal se identifique dentro do grupo.
Durante o estudo, os cientistas gravaram e reproduziram versões sintéticas dos assobios de assinatura. Ao reconhecerem o próprio som, os golfinhos responderam de maneira imediata e intensa, comportamento bem diferente da reação a ruídos aleatórios. O resultado aponta para um nível elevado de autoconsciência e reconhecimento social.
Como a comunicação se organiza
Cada golfinho cria um padrão sonoro único, em tom agudo, distinto dos demais. Ao contrário de espécies que compartilham um chamado comum, esses mamíferos utilizam o assobio individual para:
- chamar um companheiro que se afastou;
- manter a coesão do grupo em deslocamento;
- formar alianças duradouras.
Comportamentos destacados pelos pesquisadores
- Cópia de sons: imitam o assobio de outro animal para atraí-lo ou sinalizar reaproximação;
- Memória de longo prazo: recordam o “nome” de antigos parceiros mesmo depois de décadas;
- Semântica referencial: usam o som como rótulo específico para um indivíduo, e não apenas como expressão emocional.
Segundo a equipe da Universidade de St. Andrews, a descoberta aproxima ainda mais a comunicação desses cetáceos da linguagem humana, na qual a identificação também ocorre por meio de um sinal vocal exclusivo — no nosso caso, o nome próprio.
Imagem: inteligência artificial
As conclusões reforçam a importância dos assobios de assinatura para a estrutura social dos golfinhos e abrem caminho para futuras pesquisas sobre a complexidade de suas interações subaquáticas.
Com informações de WizyThec

