Por que o cometa 3I/ATLAS também recebe a designação C/2025 N1 (ATLAS)

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Descoberto em 1º de julho de 2025 por astrônomos amadores do Deep Random Survey, no Chile, o cometa interestelar 3I/ATLAS atrai a atenção de observatórios terrestres e espaciais de todo o planeta. Logo após a detecção, os pesquisadores foram confrontados com duas nomenclaturas para o mesmo objeto: 3I/ATLAS e C/2025 N1 (ATLAS). Entenda abaixo como cada nome é atribuído.

Do rótulo provisório ao registro oficial

A primeira identificação, ainda preliminar, foi A11pl3Z, usada apenas até a confirmação de que se tratava de um cometa. No dia seguinte, observações adicionais indicaram origem fora do Sistema Solar, qualificando-o como objeto interestelar.

Quando a órbita ficou definida, o Minor Planet Center seguiu o protocolo padrão e atribuiu a designação C/2025 N1 (ATLAS):

  • C/ – cometa não periódico (visita única ou período muito longo);
  • 2025 – ano da descoberta;
  • N – primeira quinzena de julho (código alfabético de meio mês);
  • 1 – primeiro cometa registrado nesse intervalo;
  • (ATLAS) – sistema de busca que o flagrou inicialmente em 14 de junho.

A classificação especial para visitantes interestelares

Por vir de além do Sistema Solar, o objeto recebeu uma segunda denominação: 3I/ATLAS. Nesse formato:

  • 3 – terceiro corpo interestelar já detectado;
  • I/ – de “interestelar”;
  • ATLAS – sigla do Sistema de Último Alerta para Impacto de Asteroides com a Terra, financiado pela NASA.

O que se sabe sobre o 3I/ATLAS

Dados preliminares sugerem que o cometa tenha cerca de 7 bilhões de anos, idade superior à do próprio Sistema Solar. Desde a descoberta, ele vem sendo monitorado por mais de 20 espaçonaves e diversos telescópios, revelando:

  • Composição incomum, incluindo presença de níquel atômico;
  • Dióxido de carbono detectado pela missão SPHEREx;
  • Coma verde com cerca de 350 mil km de extensão;
  • Cauda voltada para o Sol, conhecida como anticauda;
  • Periélio atingido em 29 de outubro de 2025;
  • Estudo por sondas em órbita de Marte e missões Juno, Europa Clipper e JUICE;
  • Sinal de rádio registrado durante a travessia do Sistema Solar;
  • Possíveis vulcões de gelo em atividade e emissão de raios X captada pela ESA, primeira do tipo em objeto interestelar;
  • Trajetória de saída do Sistema Solar, com leve desvio previsto para março de 2026 ao passar por Júpiter.

Com o encerramento da fase de maior proximidade com a Terra, o 3I/ATLAS segue sua rota rumo ao espaço interestelar, deixando para trás uma série de dados que ajudarão a compreender melhor esses raríssimos visitantes de fora do Sistema Solar.

Com informações de WizyThec

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