Um novo artigo científico publicado em 15 de dezembro de 2025 colocou novamente o objeto interestelar 3I/ATLAS no centro de um debate acadêmico. A pesquisa sugere que o visitante pode não ser um cometa, hipótese que divide especialistas em todo o mundo.
Para explicar os pontos principais do estudo, o WizyThec News entrevistou o astrônomo amador Cristóvão Jacques, do Observatório SONEAR. Durante a conversa, ele detalhou por que a composição química do 3I/ATLAS intriga a comunidade científica e quais evidências apontam para uma origem diferente da clássica definição de cometa.
Jacques destacou que a equipe responsável pelo artigo analisou espectros de luz refletida pelo objeto e não encontrou sinais típicos de gelo ou poeira volátil, elementos esperados em cometas vindos de fora do Sistema Solar. Segundo o astrônomo, essa ausência fortalece a hipótese de que o 3I/ATLAS possa ser um fragmento rochoso expulso de outra estrela.
Apesar das novas evidências, o entrevistado ressaltou que ainda não há consenso. Outros pesquisadores defendem que a atividade cometária pode ter cessado antes da observação ou que o material volátil tenha se esgotado durante a viagem interestelar. “Precisamos de mais dados, especialmente de outras passagens futuras ou análises comparativas com objetos semelhantes”, afirmou Jacques.
O 3I/ATLAS foi detectado pela primeira vez em 2020 e tornou-se o terceiro objeto interestelar confirmado a visitar o Sistema Solar, depois de ‘Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019). Sua trajetória hiperbólica indica que ele não está gravitacionalmente ligado ao Sol, reforçando o interesse dos astrônomos em entender sua natureza exata.
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Mais observações e estudos estão previstos para os próximos anos, na tentativa de solucionar a controvérsia sobre a verdadeira composição do 3I/ATLAS.
Com informações de WizyThec

