De maneiras de dormir a restrições sexuais, antigos conselhos sobre a gravidez ainda circulam entre familiares e amigos. A seguir, veja dez dos mitos mais frequentes — e o que pesquisas recentes revelam sobre cada um deles.
1. Grávida não deve tomar vacina
Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), imunizantes inativados, como gripe, difteria, tétano e coqueluche, são seguros e recomendados. Os anticorpos maternos atravessam a placenta e protegem o recém-nascido nos primeiros meses. Vacinas com agentes vivos, como tríplice viral e febre amarela, só são aplicadas se o benefício superar o risco.
2. Sexo faz mal ao bebê
Em gestações sem complicações, a atividade sexual não atinge o feto, que está resguardado pelo líquido amniótico, pelo saco amniótico e pelo tampão mucoso. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) só contraindica a prática em casos de sangramento, placenta prévia, risco de parto prematuro ou bolsa rota.
3. Dormir de barriga para cima é perigoso
Após 24 semanas, o útero pode comprimir a veia cava inferior e provocar tontura na mãe, situação conhecida como síndrome da hipotensão supina. A orientação é preferir o lado esquerdo, porém virar de barriga para cima ocasionalmente não oferece risco imediato.
4. Café está proibido
O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas considera seguro consumir até 200 a 300 mg de cafeína por dia — cerca de duas xícaras pequenas de café. Quantidades maiores podem estar associadas a baixo peso ao nascer.
5. Sangrar durante a gestação é normal
Qualquer perda de sangue exige avaliação médica. No primeiro trimestre, pode indicar ameaça de aborto ou gravidez ectópica; nos seguintes, placenta prévia ou descolamento placentário. Mesmo sangramentos leves após relação sexual devem ser relatados ao obstetra.
6. Tintura de cabelo causa malformação
Estudos do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) apontam risco extremamente baixo. A recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia é esperar o fim do primeiro trimestre e escolher produtos sem amônia, formol ou metais pesados.
7. Azia indica que o bebê nascerá cabeludo
O sintoma decorre do relaxamento do esfíncter esofágico causado pela progesterona e da pressão do útero sobre o estômago, sem relação com a quantidade de cabelo do feto.
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8. Exercício físico deve ser evitado
Para gestantes de baixo risco, ao menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada são aconselhados pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas. Exercitar-se melhora a circulação, controla o peso, reduz risco de diabetes gestacional e fortalece a musculatura.
9. Formato da barriga revela o sexo do bebê
Posição do útero, tônus abdominal, quantidade de líquido amniótico e biotipo materno determinam o contorno do abdômen. Estudos mostram que palpites baseados na forma da barriga acertam apenas metade das vezes.
10. Levantar os braços pode enrolar o cordão umbilical
O cordão, protegido pela gelatina de Wharton, se movimenta livremente com os movimentos do próprio bebê. Gestos da mãe não influenciam a posição do cordão.
As evidências científicas mostram que a maioria das recomendações populares não se sustenta. Em caso de dúvida, a orientação é sempre recorrer ao profissional de saúde que acompanha o pré-natal.
Com informações de WizyThec

