Taquara (RS) – O pico da chuva de meteoros Geminídeas, entre a noite de sábado (13) e a madrugada de domingo (14), rendeu centenas de registros luminosos nos céus do Rio Grande do Sul. O Observatório Heller & Jung, em Taquara, contabilizou 767 meteoros em um intervalo de seis horas, das 22h às 4h (horário de Brasília). Quatorze câmeras instaladas no local registraram média de 127 ocorrências por hora.
Em Santa Maria e Santo Ângelo, outras duas estações – mantidas pelo projeto Bate-Papo Astronômico e pelo Clube de Astronomia do Campus Santo Ângelo do Instituto Federal Farroupilha – identificaram mais de 200 meteoros no mesmo período.
Fenômeno anual
A chuva Geminídeas acontece todos os anos de 4 a 17 de dezembro. Observadores relataram taxas acima de 70 meteoros por hora durante a atividade máxima, favorecida pela presença de Lua minguante, que reduziu o brilho de fundo no céu.
Origem no asteroide Faetonte
Diferentemente da maioria das chuvas formadas por resíduos de cometas, a Geminídeas é produzida por fragmentos do asteroide 3200 Faetonte, de aproximadamente 5,8 km de diâmetro. As partículas, mais densas que o habitual, entram na atmosfera a velocidade relativamente baixa, gerando rastros duradouros e, por vezes, bolas de fogo esverdeadas.
Visibilidade em todo o país
O fenômeno pode ser observado a olho nu em qualquer região do Brasil. O radiante – ponto no céu de onde os meteoros parecem partir – fica na constelação de Gêmeos, característica que dá nome à chuva.
Imagem: Internet
Imagens feitas por astrônomos amadores e profissionais circularam nas redes sociais ao longo do fim de semana, registrando a intensa atividade luminosa em vários pontos do planeta.
Com informações de WizyThec

