Rio de Janeiro – O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) fechou julho de 2025 com 9,7 milhões de embarques e desembarques, alta de 49,2% ante o mesmo período de 2024, e tornou-se o terceiro terminal mais movimentado do Brasil. À frente permanecem Guarulhos, com 26,2 milhões de passageiros, e Congonhas, com 14,6 milhões.
Recuperação após anos de baixa
Localizado na Ilha do Governador, o Galeão sofreu quedas consecutivas de demanda desde a década passada. Em 2016, o Terminal 1 foi fechado por falta de fluxo e, em 2022, a concessionária RIOgaleão chegou a pedir a devolução da concessão. O contrato foi renegociado ainda no governo Jair Bolsonaro, evitando a ruptura.
A virada ocorreu em 2023, quando o Ministério de Portos e Aeroportos, já na gestão Luiz Inácio Lula da Silva, limitou o Aeroporto Santos Dumont a 6,5 milhões de usuários por ano. A medida redirecionou voos para o Galeão e recolocou o terminal como principal porta de entrada aérea do estado.
Impacto nas companhias aéreas
No primeiro semestre de 2025, a Gol ampliou em 32% o número de decolagens em relação a 2024. A Azul transportou 6% mais passageiros e a Latam registrou crescimento de 17%. O Terminal 1, reaberto, voltou a receber voos domésticos, enquanto o Terminal 2 manteve a maior parte das operações nacionais e internacionais.
Infraestrutura e transporte
Para reduzir o tempo de deslocamento até o aeroporto, a Prefeitura do Rio inaugurou o Terminal Intermodal Gentileza, que integra VLT, BRT e ônibus municipais, além do corredor Transbrasil. Também entrou em operação um serviço executivo expresso entre o Centro e o Galeão e foi criada uma faixa exclusiva na Linha Vermelha. Apesar das melhorias, passageiros ainda relatam insegurança no transporte público.
Imagem: Focus Pix
Perspectivas
O advogado especializado em aviação Renan Melo atribui a retomada à articulação entre governo, concessionária e setor privado. A conselheira da Presidência da República e ex-presidente da Embratur, Jeanine Pires, aponta o câmbio favorável ao turismo internacional e a recuperação da economia doméstica como fatores adicionais. Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o Galeão pode consolidar-se como um dos principais hubs da América do Sul.
Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a sustentabilidade do terminal depende do fortalecimento do mercado interno, visto como essencial para equilibrar a sazonalidade dos voos internacionais.
Com informações de WizyThec

