Energia de baixo custo impulsiona avanço chinês na inteligência artificial

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A disponibilidade de eletricidade barata e uma rede elétrica considerada a maior do planeta transformaram-se em vantagem estratégica para a China na corrida global pela inteligência artificial (IA), segundo relatório do The Wall Street Journal.

Rede elétrica robusta e preços inferiores aos dos EUA

Dados de 2024 mostram que a China gerou mais que o dobro da eletricidade produzida pelos Estados Unidos. Em certas províncias chinesas, operadores de data centers chegam a pagar menos da metade do preço desembolsado por centros de dados norte-americanos.

“Na China, a eletricidade é nossa vantagem competitiva”, afirmou Liu Liehong, chefe da Administração Nacional de Dados, ao jornal norte-americano.

Investimentos bilionários até 2030

O banco Morgan Stanley calcula que o país asiático aplicará cerca de US$ 560 bilhões (aproximadamente R$ 3 trilhões) em projetos de expansão da rede elétrica até 2030 — 45% acima do ciclo anterior. Já o Goldman Sachs projeta 400 gigawatts de capacidade ociosa no mesmo período, o equivalente a três vezes a demanda estimada mundial de data centers no fim da década.

Apreensão nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, executivos do setor de tecnologia demonstram preocupação com a oferta de energia. Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse temer que não haja eletricidade suficiente para abastecer todos os chips que a empresa está adquirindo. O Morgan Stanley estima que o mercado norte-americano possa enfrentar déficit de 44 gigawatts nos próximos três anos — volume similar à capacidade de geração do estado de Nova York no verão.

Combinação de chips locais e energia barata

Para compensar o desempenho inferior de chips nacionais em relação aos componentes de última geração fabricados fora do país, companhias chinesas de IA, como a DeepSeek, conectam milhares de processadores domésticos em paralelo. O maior consumo resultante é amortecido pelo preço reduzido da eletricidade.

Novos polos tecnológicos

Cidades como Ulanqab, na região da Mongólia Interior, prosperam com o programa “Dados do Leste, Computação do Oeste”. Em cinco anos, o Produto Interno Bruto local avançou 50% e atraiu cerca de US$ 35 bilhões (R$ 189 bilhões) em investimentos, com Apple, Alibaba e Huawei entre as empresas que mantêm operações de data center na área.

Capacidade instalada recorde

Desde a década de 1970, a China amplia sua matriz energética com usinas termelétricas, hidrelétricas, solares e eólicas, além de uma extensa malha de linhas de transmissão de ultra-alta tensão. O país dispõe hoje de aproximadamente 3,75 terawatts de capacidade instalada — mais que o dobro dos Estados Unidos.

Com informações de WizyThec

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