O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Manoel Carlos de Almeida Neto, anunciou nesta quinta-feira (11) que o sistema Celular Seguro passou a bloquear qualquer telefone roubado ou furtado, mesmo que o aplicativo não esteja instalado no aparelho.
Como funciona o novo bloqueio
A partir de agora, a vítima tem até 15 dias após o crime para acessar o Celular Seguro de outro dispositivo — um computador, tablet ou outro celular — e informar apenas data e hora do ocorrido e o número da linha usada no smartphone. O número do IMEI não é mais exigido.
Somente o titular da linha cadastrada pode solicitar o bloqueio. Quem ainda não possui conta no sistema também pode registrar a ocorrência no momento do pedido.
Serviço disponível a todos os brasileiros
Segundo o MJSP, o Celular Seguro soma cerca de 3,6 milhões de usuários desde o lançamento e opera como um “botão de emergência” que aciona, de forma simultânea, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), operadoras de telefonia e bancos. O objetivo é impedir que criminosos acessem dados armazenados no aparelho.
Usuários cadastrados podem informar pessoas de confiança autorizadas a efetuar bloqueios em caso de roubo, furto ou extravio. É possível registrar quantos números forem necessários, desde que vinculados ao CPF do titular.
Bloqueio é definitivo pelo sistema
Após o registro da ocorrência, instituições financeiras parceiras bloqueiam automaticamente as contas do usuário. O desbloqueio não pode ser feito pela plataforma; se o celular for recuperado, o proprietário deve procurar operadora, bancos e demais serviços individualmente para restabelecer o acesso.
Imagem: Divulgação
Avisos para quem compra aparelhos usados
Desde abril, o Celular Seguro envia mensagens a celulares marcados como roubados, mesmo que estejam com outro chip. O alerta orienta o portador a consultar a situação do dispositivo na plataforma e, se necessário, apresentá-lo à delegacia mais próxima com a nota fiscal. Caso não possua o documento, o aparelho deve ser entregue à polícia.
Também é possível checar no sistema se um telefone usado foi registrado como roubado, furtado ou extraviado.
Com informações de WizyThec

