Pesquisadores da Universidade de Utah anunciaram um sistema que combina inteligência artificial e sensores avançados para tornar próteses de mão mais precisas e fáceis de usar. A tecnologia promete reduzir o esforço mental de usuários ao permitir que a prótese ajuste a posição dos dedos antes mesmo de tocar o objeto.
Como funciona
A equipe do Laboratório de NeuroRobótica integrou sensores ópticos de proximidade às pontas dos dedos de uma mão biônica comercial. Esses sensores atuam em conjunto com unidades de pressão já existentes, enviando dados a uma rede neural treinada para calcular a força e o posicionamento ideais a cada situação.
Cada dedo possui um sensor próprio, processando informações em paralelo. Dessa forma, a prótese prevê com antecedência a melhor forma de agarrar objetos leves, como uma bola de algodão, ou delicados, como um copo plástico, sem exigir que o usuário pense em cada movimento.
Controle compartilhado
Para evitar que a inteligência artificial assuma o comando total, os engenheiros adotaram um modelo de controle compartilhado, inspirado no funcionamento natural de tendões humanos. Segundo o pesquisador Marshall Trout, o objetivo é que a pessoa “não precise disputar controle com a máquina”.
Testes com amputados
Quatro amputados transradiais participaram de avaliações em laboratório e em tarefas cotidianas, como manipular pequenos objetos. Os resultados mostraram:
Imagem: AndreyPopov
- Movimentos mais precisos;
- Diminuição do esforço cognitivo;
- Pegadas mais estáveis;
- Maior facilidade para segurar itens pequenos.
De acordo com o professor Jacob A. George, que lidera o estudo, a combinação de sensores e IA devolve ao usuário a sensação de que tarefas simples voltam a ser simples. A equipe ainda trabalha em interfaces neurais que, no futuro, poderão oferecer controle direto pelo cérebro e feedback tátil integrado.
O sistema está em fase experimental, mas os autores afirmam que a adaptação a próteses comerciais poderá acelerar a chegada da novidade ao mercado.
Com informações de WizyThec

