Honda e Yamaha, responsáveis pela maior parte das vendas de motocicletas no país, utilizam a variação cambial e lançamentos anuais com alterações visuais mínimas para reajustar preços sem oferecer avanços mecânicos relevantes.
Custos atrelados ao dólar
Embora a montagem ocorra no Polo Industrial de Manaus, boa parte dos componentes eletrônicos, além de matérias-primas como aço e alumínio, tem cotação definida no mercado internacional. Quando o real perde valor frente ao dólar, o custo de produção sobe e é repassado imediatamente ao consumidor.
Demanda aquecida sustenta reajustes
O aumento da procura por motos, impulsionado por serviços de entrega e aplicativos de mobilidade, mantém filas de espera nas concessionárias. Enquanto houver compradores dispostos a pagar, as fabricantes não encontram obstáculos para manter preços elevados.
Novas “linhas” apenas na aparência
Para justificar tabelas mais altas sem mudanças de desempenho, as marcas lançam séries de ano-modelo centradas em detalhes estéticos, como:
- nova paleta de cores e acabamentos foscos ou brilhantes;
- redesenho de adesivos e grafismos no tanque;
- pequenas alterações no formato das carenagens plásticas.
Confiança da marca como escudo
A reputação de confiabilidade mecânica e facilidade de revenda faz com que consumidores aceitem pagar mais por modelos da Honda e Yamaha. A garantia de peças disponíveis e boa liquidez futura permite às empresas cobrar um valor adicional que concorrentes menores têm dificuldade de alcançar.
Imagem: Internet
Com variação cambial, demanda constante e edições visuais anuais, as duas montadoras seguem ajustando suas tabelas sem que o público perceba mudanças significativas no produto final.
Com informações de WizyThec

