Pesquisadores do Instituto de Big Data de Oxford e do Departamento Nuffield de Saúde Populacional revelaram que a quantidade de passos registrada por dispositivos vestíveis pode indicar, anos antes, quem tem maior probabilidade de desenvolver a doença de Parkinson.
Como o estudo foi conduzido
O trabalho analisou dados do UK Biobank, banco que monitora meio milhão de adultos no Reino Unido. Entre 2013 e 2015, um subgrupo de 94.696 voluntários utilizou acelerômetros de pulso por até sete dias, permitindo mensurar objetivamente os passos diários.
A média observada foi de 9.446 passos por dia. Participantes que superavam 12.369 passos costumavam ser mais jovens e apresentar menor índice de massa corporal.
Principais resultados
No acompanhamento médio de 7,9 anos, 407 pessoas receberam diagnóstico de Parkinson. Já nos primeiros registros, elas caminhavam menos do que o restante da amostra, sugerindo que a redução de atividade precede a identificação clínica da doença.
Os cientistas constataram que completar mais de 12.369 passos diários esteve associado a uma redução de 59% no risco de Parkinson. A cada 1.000 passos extras, o risco caía em 8%. Entretanto, a relação foi mais forte nos anos iniciais após a medição e perdeu significância estatística cerca de seis anos depois, indicando que menor mobilidade funciona como sinal precoce de um processo já em curso, e não como causa da enfermidade.
Imagem: R graphy Background
Implicações para monitoramento
Os autores consideram que o acompanhamento rotineiro de movimentos por celulares e dispositivos vestíveis pode se tornar ferramenta útil para identificar o Parkinson em estágio inicial, período crítico para intervenções que visem retardar a progressão da doença.
Com informações de WizyThec

