Coleiras inteligentes usam IA para acompanhar saúde de vacas-leiteiras nos EUA

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Criadores de gado-leiteiro nos Estados Unidos estão adotando coleiras equipadas com sensores e sistemas de inteligência artificial (IA) para monitorar a mastigação e a digestão das vacas em tempo real. Desenvolvida pela farmacêutica Merck, a tecnologia emite alertas sobre alterações de comportamento ou problemas de saúde, permitindo intervenção rápida antes que a produção de leite seja afetada.

Os sensores instalados nas coleiras — ou em brincos — coletam dados que são processados por algoritmos. Se o padrão de digestão nos quatro compartimentos estomacais do animal se desvia do normal, o produtor recebe uma notificação em poucas horas, seja no computador ou no celular. “É o mais perto que podemos chegar de conversar com as vacas”, disse o criador Tony Louters ao The New York Times.

Mercado em expansão

Relatório da Grand View Research indica que, em 2024, o segmento de monitoramento pecuário movimentou mais de US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 26,7 bilhões) nos EUA. O professor Deepak Joshi, da Universidade Estadual do Kansas, afirma que o intervalo entre novos avanços “caiu de alguns anos para cerca de seis meses”.

Além das coleiras, a chamada agricultura de precisão já utiliza drones, imagens de satélite, tratores autônomos, ferramentas de colheita baseadas em IA e mapas GPS desde a década de 1990 para otimizar custos e reduzir mão de obra nas fazendas.

Custo e benefícios

Cada coleira da Merck custa em torno de US$ 3 (cerca de R$ 16) por animal, com atualizações de software inclusas. Brincos inteligentes também podem sinalizar visualmente quando uma vaca necessita de atenção veterinária.

De acordo com Brandt Kreuscher, gerente de desenvolvimento de negócios de laticínios da companhia, o gado é tratado “como atletas profissionais”, monitorado por equipes de trabalhadores e cientistas. Entre as vantagens citadas pelos produtores estão:

  • detecção precoce de problemas digestivos ou mudanças de comportamento;
  • aumento da produção de leite e do bem-estar dos animais;
  • redução de custos operacionais e da necessidade de mão de obra presencial;
  • tomada de decisões rápidas sobre alimentação e medicamentos.

Com o acesso remoto aos dados, a gestão da fazenda pode ser feita de qualquer lugar, seja em uma sala de controle na propriedade ou a quilômetros de distância.

Com informações de WizyThec

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