Chefe do Instagram nega uso do microfone para escutar usuários e explica por que anúncios parecem “adivinhar” conversas

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O chefe do Instagram, Adam Mosseri, publicou nesta semana um vídeo para enfrentar uma suspeita recorrente: a de que o aplicativo ativa secretamente o microfone do celular para captar conversas e exibir publicidade direcionada. Segundo o executivo, a prática “não acontece” e violaria as próprias políticas de privacidade da empresa.

Mosseri afirmou que, caso o microfone fosse usado sem permissão, os usuários perceberiam alto consumo de bateria e o ícone de uso do microfone aceso na tela. A Meta — controladora de Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp — tem na venda de anúncios sua principal fonte de receita.

Quatro motivos para anúncios “coincidirem” com conversas

No vídeo, Mosseri apresentou quatro explicações para a impressão de que o Instagram estaria ouvindo as pessoas:

1. Pesquisas prévias: o usuário pode ter pesquisado ou clicado em algo relacionado ao produto antes do diálogo.

2. Dados de anunciantes: empresas parceiras compartilham listas de visitantes de seus sites, permitindo que o Instagram mostre anúncios a quem já demonstrou interesse.

3. Influência de amigos e perfis parecidos: o algoritmo considera interesses de contatos ou de pessoas com comportamentos semelhantes, exibindo anúncios similares dentro do círculo social.

4. Exposição prévia e acaso: o usuário pode ter visto o anúncio sem perceber ou, simplesmente, ser vítima de coincidência.

Apesar das explicações, Mosseri reconheceu que parte do público continua desconfiada. A empresa e seu CEO, Mark Zuckerberg, negam desde 2016 o uso não autorizado de microfones. Documentação de suporte do Facebook informa que o áudio só é captado quando o usuário aciona recursos como gravação de stories ou chamadas de voz com a Meta AI.

Plataforma em expansão

O debate sobre privacidade ocorre em meio à rápida expansão do Instagram. Em setembro, a rede social alcançou três bilhões de usuários mensais ativos. Para sustentar o crescimento, a Meta decidiu destacar duas ferramentas: os vídeos curtos do Reels e as mensagens diretas (DMs). A tela inicial do aplicativo passará a abrir diretamente no Reels, seguida pelas DMs na barra de navegação.

As mudanças fazem parte de um redesenho que, segundo a companhia, deverá reforçar o engajamento e a exibição de anúncios — principal fonte de receita que continua no centro das discussões sobre privacidade.

Com informações de WizyThec

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