PF investiga ataques DDoS a sites de deputados favoráveis ao PL Antiaborto

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Brasília, 2 de dezembro de 2025 – A Polícia Federal (PF) iniciou hoje a Operação Intolerans para apurar ataques cibernéticos do tipo negação de serviço (DDoS) contra portais de deputados federais que apoiam o Projeto de Lei nº 1904/2024, o PL Antiaborto.

Agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Curitiba (PR). A investigação, que conta com apoio de autoridades estrangeiras por meio de cooperação jurídica internacional, busca identificar os responsáveis por sobrecarregar os servidores e tirar do ar as páginas dos parlamentares, prejudicando a comunicação institucional e as atividades legislativas.

Parlamentares afetados

Entre os alvos, segundo a PF, estão:

  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – site invadido e substituído por publicação antiga do presidente Lula no X/Twitter;
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ) – página ficou indisponível devido à instabilidade do servidor;
  • Bia Kicis (PL-DF) – site saiu do ar após sobrecarga;
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) – domínio ficou inacessível por erro interno.

Outros deputados, como Júlia Zanatta (PL-SC), Greyce Elias (Avante-MG) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também relataram invasões durante a discussão do texto. A Agência Brasil, porém, informou que não há lista oficial de vítimas.

O que diz o PL 1904/2024

A proposta equipara a interrupção da gestação após a 22ª semana ao crime de homicídio simples, com pena de seis a 20 anos de prisão, inclusive quando a gravidez resultar de estupro. A punição alcança a gestante que provocar o aborto ou consentir, bem como profissionais de saúde que realizarem o procedimento, salvo nos casos de anencefalia ou risco de vida para a mãe, situações já previstas em lei.

O projeto, de autoria de Sóstenes Cavalcante, Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Delegado Paulo Bilynskyj, teve urgência aprovada simbolicamente em junho de 2024, em votação que durou 23 segundos. Após pressão popular, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), suspendeu o trâmite acelerado. Atualmente, o texto aguarda análise no Senado e está parado desde agosto de 2024 na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família (CPASF). O sucessor de Lira, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não retomou o debate.

A Polícia Federal segue com as investigações para identificar e responsabilizar os autores dos ataques.

Com informações de WizyThec

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