Um experimento conduzido pela Universidade de Swansea, no Reino Unido, aponta que a colaboração direta entre seres humanos e sistemas de inteligência artificial (IA) pode elevar o grau de criatividade e engajamento durante tarefas de design.
Mais de 800 voluntários participaram de um teste on-line que solicitava a criação de carros virtuais. A IA empregada utilizou o algoritmo MAP-Elites para apresentar galerias com propostas variadas – de desenhos eficientes a concepções inusitadas ou propositadamente imperfeitas.
De acordo com o pesquisador Dr. Sean Walton, autor principal do estudo, a visualização dessas sugestões levou os participantes a permanecerem mais tempo na atividade, explorar um número maior de alternativas e gerar resultados considerados de melhor qualidade.
Novos parâmetros para medir interação
A equipe ressalta que métricas tradicionais, como contagem de cliques ou de modelos copiados, não capturam por completo os efeitos cognitivos e emocionais do trabalho conjunto com a IA. Os pesquisadores sugerem indicadores adicionais, incluindo:
- sentimentos experimentados durante o processo criativo;
- grau de exploração de ideias inéditas;
- mudança de escolhas ao longo da tarefa;
- expansão dos limites inicialmente propostos;
- redução da fixação em soluções únicas.
Segundo Walton, a diversidade de opções — inclusive aquelas consideradas “ruins” — foi determinante para incentivar a quebra de padrões e estimular experimentação. A pesquisa destaca que, à medida que a IA se torna comum em áreas como arquitetura, engenharia, música e games, compreender seu impacto sobre a criatividade humana ganha relevância crescente.
Imagem: Vitória Gomez via DALL-E
O trabalho conclui que a questão central não é apenas “o que a IA pode fazer”, mas “como ela pode nos ajudar a pensar e criar melhor”, sugerindo que a parceria entre pessoas e máquinas pode abrir espaço para processos mais ousados, diversos e eficientes.
Com informações de WizyThec

