Fenômeno raro “raio verde” aparece por poucos segundos no nascer e no pôr do sol

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O chamado “raio verde” é um fenômeno óptico que surge rapidamente no horizonte durante os instantes finais do pôr do sol ou nos primeiros segundos do nascer do astro. A ocorrência é breve — geralmente de um a dois segundos — e exige condições atmosféricas muito específicas.

Como se forma

Quando o Sol está próximo ao horizonte, sua luz atravessa uma camada mais espessa de ar. Nessa trajetória, a atmosfera age como um prisma, refratando e dispersando as diferentes frequências luminosas. As cores de comprimento de onda menor, como verde e azul, curvam-se mais do que vermelho e laranja. O azul, no entanto, se espalha com facilidade e tende a desaparecer da visão do observador, deixando o verde perceptível no topo do disco solar.

O fenômeno é mais visível quando o céu está limpo, o ar encontra-se estável e o horizonte não possui obstáculos nem neblina. Situações de inversão térmica podem aumentar o índice de refração e até criar miragens que reforçam o efeito esverdeado.

Onde é mais fácil observar

Maiores chances de registro ocorrem sobre o mar, onde a linha do horizonte é bem definida, mas o raio verde também pode ser visto em montanhas, em altitudes elevadas ou no topo de nuvens. Pilotos de avião, especialmente em rotas para o oeste, relatam o fenômeno com frequência, pois a altura favorece a visibilidade e “retarda” o pôr do sol.

Principais tipos de raio verde

Miragem inferior: forma mais comum; surge quando a superfície está mais quente que o ar acima, achatando a imagem do Sol e produzindo um lampejo verde próximo ao nível do mar por até dois segundos.

Miragem superior (mock-mirage): aparece com uma camada fria junto ao solo e ar quente logo acima; visto por quem está acima dessa formação, cria uma lâmina verde fina na borda solar.

Sub-duct: ocorre quando o observador está logo abaixo de um forte gradiente térmico chamado ducto; o brilho pode durar cerca de 15 segundos.

Raio verde propriamente dito: considerado o mais espetacular, apresenta um feixe que parece saltar para cima no momento final do pôr do sol. Requer leve turvação atmosférica que reflita o clarão, formando uma coluna luminosa.

Cultura e curiosidades

O fenômeno inspira obras artísticas há mais de um século. Em 1882, Jules Verne publicou o romance “O Raio Verde”, no qual a protagonista busca observar o lampejo para fugir de um casamento arranjado. Já em 1986, Éric Rohmer lançou o filme “Le Rayon Vert”, que reforçou o fascínio popular ao associar o clarão à busca por clareza emocional.

Apesar de possível em qualquer latitude, o raio verde permanece raro e imprevisível, o que continua despertando interesse de cientistas, navegadores e curiosos ao redor do mundo.

Com informações de WizyThec

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