China adia lançamento inaugural do foguete reutilizável Zhuque-3 e mantém expectativa por primeiro pouso orbital do país

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A empresa chinesa LandSpace suspendeu, sem nova data, o primeiro voo orbital do Zhuque-3, foguete projetado para pousar o estágio principal após colocar carga em órbita. A decolagem estava prevista para o último fim de semana, no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, noroeste da China, mas foi inicialmente adiada para 1.º de dezembro e, em seguida, retirada do calendário.

O cancelamento foi revelado por perfis especializados em missões asiáticas, como o CNSpaceflight, que informou ter ocorrido uma “interrupção significativa” na campanha de lançamento. Nem a LandSpace nem autoridades chinesas detalharam o motivo do atraso.

Três concorrentes prontos em Jiuquan

Além do Zhuque-3, outros dois veículos reutilizáveis aguardam estreia na mesma base: o Long March 12A, desenvolvido pela Academia de Tecnologia Aeroespacial de Xangai, e o Tianlong-3, da Space Pioneer. Os três foguetes integram o esforço da China para reduzir custos, aumentar a frequência de missões e competir no mercado dominado pela norte-americana SpaceX.

O Zhuque-3 mede 66 m de altura, 4,5 m de diâmetro, é construído em aço inoxidável e equipado com nove motores Tianque-12A no primeiro estágio, projetado para até 20 reutilizações. Em configuração de pouso, o veículo pode transportar cerca de 18 t à órbita baixa.

O Long March 12A, versão movida a metano do tradicional Long March, promete levar 12 t à mesma altitude, enquanto o Tianlong-3 ocupa posição intermediária em capacidade. LandSpace e a estatal responsável pelo Long March 12A pretendem tentar o pouso logo no voo inaugural; o Tianlong-3 deverá adiar a recuperação para missões futuras.

Testes concluídos e plataforma preparada

Em outubro, o Zhuque-3 Y1 foi levado ao Complexo de Lançamento 96B, onde passou por abastecimento e um teste completo de ignição. A empresa também realizou, em 2024, um voo atmosférico de 10 km com religamento de motor e diversos ensaios estáticos, aumentando a confiança na operação de retorno controlado.

Segundo o South China Morning Post, o perfil de pouso inclui reentrada guiada por grid fins, queima de desaceleração para alinhamento da trajetória e descida final sustentada por um único motor, finalizando em quatro pernas retráteis — procedimento semelhante ao utilizado pela SpaceX com o Falcon 9.

Para receber os propulsores, plataformas de aterrissagem foram construídas a cerca de 400 km de Jiuquan e equipadas com sistemas de segurança e supressão de incêndio.

Quando ocorrer, um pouso bem-sucedido tornará a China o segundo país a recuperar um estágio de foguete após missão orbital, repetindo o marco alcançado pelos Estados Unidos em 2015.

Com informações de WizyThec

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