As campanhas de imunização transformaram a saúde pública ao diminuir a circulação de enfermidades antes comuns. Entre elas, oito permanecem controladas no Brasil e em grande parte do mundo devido à vacinação sistemática.
Poliomielite
Transmitido por contato com fezes ou secreções, o poliovírus pode provocar paralisia súbita, principalmente nos membros inferiores. Desde 1990 o Brasil não registra poliovírus selvagem, e apenas Afeganistão e Paquistão seguem endêmicos. A imunização contínua evita o ressurgimento da doença.
Coqueluche
Conhecida como tosse comprida, a infecção causada pela bactéria Bordetella pertussis gera crises de tosse que podem durar semanas. A doença é particularmente perigosa para bebês de até seis meses. A vacina aplicada em gestantes, cuidadores e crianças reduz a circulação do agente.
Tétano
Provocado pela toxina da bactéria Clostridium tetani, o tétano é contraído por lesões cutâneas ou, em recém-nascidos, pelo coto umbilical. Sem transmissão pessoa a pessoa, a prevenção depende exclusivamente dos esquemas de vacinação infantil e reforços a cada dez anos na vida adulta.
Sarampo
Um dos vírus mais contagiosos, o sarampo se espalha pelo ar por gotículas de tosse e espirro. Febre alta, coriza e manchas vermelhas caracterizam o quadro, que pode evoluir para pneumonia e diarreia. A tríplice viral — ou, em algumas regiões, a tetraviral — é recomendada para pessoas de 12 meses a 59 anos, com dose extra em bebês a partir de seis meses durante surtos.
Rubéola
Transmitida por contato direto, a rubéola causa febre baixa e exantema. Em gestantes, pode levar à Síndrome da Rubéola Congênita, responsável por malformações fetais. A proteção coletiva depende da aplicação da tríplice viral.
Caxumba
O vírus da caxumba leva ao aumento das glândulas salivares e pode causar orquite em homens, ooforite em mulheres e meningite viral. A vacina evita complicações e diminui significativamente a disseminação.
Imagem: jittawit.
Febre amarela
No Brasil, a forma silvestre é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes em áreas de mata. Febre, calafrios e cefaleia marcam o início da infecção, que pode evoluir para falência de órgãos. A imunização é recomendada para residentes e viajantes de regiões endêmicas.
Hepatite B
O vírus da hepatite B atinge o fígado, com possibilidade de evolução para cirrose ou câncer hepático. A vacinação começa na maternidade e está disponível para todas as faixas etárias, reduzindo de forma expressiva o risco de infecção crônica.
Embora algumas dessas doenças ainda ocorram em focos isolados, a manutenção das coberturas vacinais continua sendo a estratégia central para impedir surtos e proteger a população.
Com informações de WizyThec

