Um levantamento publicado na revista científica One Earth indica que a expansão da geração fotovoltaica nos Estados Unidos reduziu em quase 600 o número de mortes prematuras entre 2014 e 2022. A queda na poluição do ar, resultado da substituição de combustíveis fósseis por energia solar, foi apontada como principal fator para o ganho em saúde pública.
Os pesquisadores calcularam que, no período analisado, os sistemas solares impediram a emissão de 178 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂). Além disso, deixaram de ser produzidos 305 terawatts-hora de eletricidade gerada por carvão, gás e petróleo.
Benefícios econômicos expressivos
O estudo também estimou cerca de US$ 28 bilhões em benefícios combinados para o clima e a saúde. Apenas em 2020, esse valor representou quase metade do custo dos equipamentos fotovoltaicos instalados naquele ano.
Impacto além das fronteiras estaduais
A circulação atmosférica fez com que estados vizinhos aos principais importadores de painéis solares também sentissem melhorias na qualidade do ar. Segundo os autores, a redução de poluentes se espalhou por amplas regiões, ampliando o retorno social da tecnologia.
Imagem: Sothorn Wgsaita
Chamado à expansão da cadeia global
Mesmo com tensões geopolíticas e tarifas comerciais, os pesquisadores defendem o fortalecimento da cadeia de suprimentos de energia solar. Para eles, políticas que facilitem o acesso à tecnologia, estimulem investimentos em infraestrutura e incentivem consumidores e empresas a adotarem sistemas fotovoltaicos são essenciais para potencializar benefícios ambientais, econômicos e sanitários.
O estudo lembra que as emissões globais de CO₂ permanecem 50% acima dos níveis pré-Revolução Industrial — as maiores em milhões de anos, segundo a NOAA. Cada tonelada evitada, ressaltam os cientistas, contribui para mitigar a elevação do nível do mar e eventos climáticos extremos.
Com informações de WizyThec

