Brasília, 25 de novembro de 2025 – O enigma do chupacabra, criatura associada a ataques a animais de criação desde a metade da década de 1990, ganhou explicação científica. Pesquisadores apontam que os relatos se referem, em grande parte, a coiotes e outros canídeos acometidos por sarna sarcóptica.
O que foi descoberto
Kevin Keel, patologista veterinário especializado em fauna silvestre, afirmou à National Geographic ter analisado fotos de supostos chupacabras e constatado que as carcaças pertenciam a coiotes gravemente enfermos. Segundo ele, a doença altera tanto a aparência dos animais que muitos observadores os confundem com criaturas desconhecidas.
O entomologista Barry O’Connor, da Universidade de Michigan, também identificou o parasita Sarcoptes scabiei como responsável pela transformação visual. A infecção provoca queda de pelos, enrugamento da pele e crostas espessas, deixando o animal irreconhecível.
Exames de DNA confirmam a origem
Benjamin Radford, pesquisador do Comitê para a Investigação Cética (CSI), analisou amostras de DNA de animais encontrados mortos no Texas e em outros estados norte-americanos. Os testes revelaram que as carcaças eram de coiotes, cachorros e outros canídeos comuns, sem qualquer indício de espécie desconhecida.
Como o mito ganhou força
De acordo com os especialistas, a sarna sarcóptica fragiliza os predadores, dificultando a caça de presas naturais. Em busca de alimento mais fácil, esses animais doentes podem atacar cabras ou outros animais domésticos, reforçando a lenda do “sugador de cabras” que se espalhou pela América Latina, Estados Unidos e diversos continentes.
Imagem: Alejandro Rojas
A sarna sarcóptica é altamente debilitante e frequente em canídeos selvagens. Por isso, pesquisadores da Medicina Veterinária continuam estudando formas de controle e prevenção da doença, que ainda hoje pode ser confundida com aparições de seres imaginários.
Com a comprovação científica, a identidade do chupacabra deixa de ser envolta em mistério: trata-se, na maioria dos registros, de um animal comum, porém severamente doente.
Com informações de WizyThec

