Manter o aparelho de pressão arterial devidamente calibrado é essencial para quem acompanha a saúde cardiovascular em casa, nos consultórios ou em farmácias. A aferição incorreta pode levar a diagnósticos equivocados e comprometer o tratamento.
Onde realizar a calibração
Ajustes só podem ser feitos em laboratórios ou oficinas autorizadas pelo Inmetro e pelos Institutos de Pesos e Medidas (Ipem). O procedimento consiste em comparar as leituras do equipamento com um esfigmomanômetro de mercúrio, considerado padrão-ouro, e corrigir eventuais diferenças.
Frequência recomendada
Uso clínico: entre 6 e 12 meses, dependendo da intensidade de utilização.
Uso doméstico: de 12 a 18 meses ou sempre que houver suspeita de erro.
Todos os aparelhos aprovados recebem o selo de Verificação Inicial do Inmetro antes de chegar ao mercado.
Esfigmomanômetro aneroide (ponteiro)
Esse modelo exige calibração mais frequente, pois o mecanismo interno perde precisão com o tempo. O usuário não deve tentar ajustar o equipamento em casa.
Imagem: Shutterstock.
Aparelhos digitais
Nos modelos automáticos ou semiautomáticos, apenas o fabricante ou a assistência técnica autorizada pode recalibrar. Em casa, é possível checar a exatidão comparando a leitura com a de um aparelho validado em consultório ou farmácia. Diferenças superiores a 3 mmHg indicam necessidade de serviço técnico; alguns dispositivos não permitem reajuste e podem precisar ser substituídos.
Orientações ao consumidor
- Verifique se o modelo exibe o selo do Inmetro.
- Consulte o manual do fabricante para saber onde realizar a manutenção.
- Procure laboratórios credenciados ao notar discrepâncias nas medições.
Garantir que o esfigmomanômetro esteja dentro dos padrões estabelecidos preserva a segurança do paciente e a confiabilidade do acompanhamento da pressão arterial.
Com informações de WizyThec

