As luzes polares vistas nos céus da Terra tendem a ficar mais frequentes e prolongadas ao longo dos próximos anos. A avaliação é da física do clima espacial Tamitha Skov e do físico solar Pål Brekke, da Agência Espacial Norueguesa, que relacionam o fenômeno à atual fase do ciclo de 11 anos do Sol.
Por que o aumento deve ocorrer
O Sol alterna períodos de atividade intensa e moderada. O último máximo solar – etapa de maior agitação magnética, marcada por muitas manchas e erupções – acabou de atingir seu pico, segundo os pesquisadores. Mesmo assim, Skov destaca que o astro costuma emitir um “último suspiro” na fase de declínio, prolongando a ocorrência de tempestades geomagnéticas por dois a três anos.
Brekke complementa que o auge das auroras costuma acontecer alguns anos após o máximo solar. A explicação envolve a presença de buracos coronais persistentes na superfície solar, regiões que liberam fluxos de partículas carregadas em direção ao espaço.
Como as auroras se formam
Quando essas partículas alcançam a atmosfera terrestre, colidem com gases como oxigênio e hidrogênio. O choque excita os átomos e gera a emissão de luzes coloridas, principalmente próximas aos polos magnéticos – fenômeno conhecido como aurora boreal (Hemisfério Norte) ou austral (Hemisfério Sul).
Segundo Skov, embora as tempestades que virão possam ser menos intensas do que as registradas no pico do ciclo, a tendência é que durem mais tempo. A consequência direta é a prolongação das exibições de auroras em latitudes elevadas.
Imagem: Burartu Shutterstock
Impactos além do espetáculo visual
O crescimento da atividade geomagnética não afeta apenas o céu noturno. Satélites, sistemas de comunicação por rádio, sinais de GPS e redes elétricas podem sofrer interferências provocadas pelas partículas solares. Mesmo assim, para quem deseja observar o fenômeno luminoso, os próximos anos prometem oportunidades raras de exibição prolongada.
Com informações de WizyThec

