O número de diagnósticos de transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) aumentou de forma expressiva nos últimos anos, mas pesquisadores afirmam que a ocorrência biológica dessas condições permanece estável.
Critérios clínicos ficaram mais amplos
O psicólogo André Varella, pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino, destacou no 6.º Congresso Internacional Sabará-Pensi de Saúde Infantil que a definição de TEA mudou. Segundo ele, perfis com manifestações mais leves, antes ignorados, agora entram nos relatórios médicos, ampliando as estatísticas.
Maior conscientização acelera o diagnóstico
Pais, educadores e profissionais de saúde estão mais atentos a sinais como dificuldades de interação social, padrões repetitivos de comportamento e problemas de atenção. Essa vigilância favorece detecção precoce e acompanhamento especializado, explicou Varella.
TDAH deixa de ser “problema só de meninos”
O psiquiatra Luís Augusto Rohde, em entrevista ao jornal O Globo, afirmou que, para TDAH, o quadro clássico de hiperatividade em meninos não é o único parâmetro. Em meninas, sintomas de desatenção passaram a ser valorizados, aumentando a proporção de diagnósticos femininos.
Autismo é visto como espectro
Rohde acrescentou que a compreensão do autismo como espectro incorporou casos moderados e leves, elevando a “prevalência administrativa” — termo usado para registros oficiais — sem indicar crescimento real da condição na população.
Imagem: Internet
Risco de autodiagnóstico nas redes
O psiquiatra também alertou para conteúdos na internet que podem levar a autodiagnósticos equivocados e estigmatização. De acordo com ele, características como distração ou isolamento só devem ser consideradas preocupantes quando frequentes e prejudiciais às atividades diárias.
Com informações de WizyThec

