Brasília, 3 de outubro de 2025 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acionou autoridades regulatórias de diversos países para acelerar a chegada do fomepizol ao Brasil. O medicamento é considerado o antídoto de referência para intoxicações por metanol, mas não está disponível no mercado nacional.
Casos em investigação
De acordo com o Ministério da Saúde, 11 casos de envenenamento por metanol presente em bebidas alcoólicas adulteradas já foram confirmados. Outros 48 seguem em análise. Uma morte foi oficialmente registrada, enquanto sete óbitos suspeitos ainda são investigados.
Contato internacional
Entre as agências procuradas pela Anvisa estão a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e órgãos reguladores de Canadá, Reino Unido, Japão, China, Argentina, México, Suíça e Austrália. O objetivo é viabilizar a importação emergencial do fomepizol para ampliar as opções de tratamento nos hospitais brasileiros.
Edital de chamamento
Paralelamente, a Anvisa publicou um edital internacional em busca de fabricantes e distribuidores que possuam estoques do antídoto. A prioridade é garantir disponibilidade rápida diante do aumento dos casos.
Como age o fomepizol
O medicamento bloqueia a conversão do metanol em metabólitos altamente tóxicos, responsáveis por danos graves ao sistema nervoso e ao fígado. Atualmente, a principal alternativa no país é o uso controlado de etanol grau farmacêutico, que retarda os efeitos do veneno, mas oferece menor segurança e eficácia.
Imagem: luchschenF
Risco do metanol
O metanol (CH₃OH) é um álcool simples, incolor e inflamável. Quando ingerido, o fígado o transforma em substâncias como o ácido fórmico, capazes de provocar alterações de consciência, vômito, dor abdominal, confusão mental, cegueira e morte. As autoridades recomendam evitar bebidas de procedência desconhecida e notificar casos suspeitos no Disque-Intoxicação: 0800 722 6001.
Com informações de WizyThec

