Astrônomos relataram a possível observação das primeiras estrelas formadas após o Big Bang, conhecidas como População III, graças ao Telescópio Espacial James Webb. Os resultados foram divulgados recentemente na revista The Astrophysical Journal Letters.
Quem descobriu e o que foi visto
O grupo liderado pelo astrofísico Eli Visbal, da Universidade de Toledo (Ohio, EUA), examinou um conjunto estelar batizado de LAP1-B, localizado a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra. As medições indicam que o aglomerado contém estrelas gigantes, com aproximadamente 100 massas solares e intensa emissão de fótons de alta energia, características esperadas para objetos da População III.
Por que o LAP1-B pode ser População III
Segundo Visbal, três fatores sustentam a hipótese de que LAP1-B pertença à primeira geração de estrelas:
- formação em ambiente de baixa metalicidade, composto basicamente por hidrogênio e hélio;
- presença de poucas estrelas de grande massa reunidas em um aglomerado pequeno;
- distribuição de massas compatível com modelos teóricos para estrelas primordiais.
Ajuda da lente gravitacional
A identificação só foi possível porque o aglomerado de galáxias MACS J0416, posicionado à frente de LAP1-B, atuou como lente gravitacional, distorcendo e ampliando a luz do objeto de fundo. O espelho principal de 6,5 metros do Webb captou esses arcos de luz e permitiu a análise espectral em infravermelho.
Comparação com estudos anteriores
Observações passadas do Webb sugeriram possíveis estrelas escuras na galáxia GN-z11, formada 430 milhões de anos após o início do universo. Contudo, Visbal afirma que a nova pesquisa reúne evidências mais robustas de detecção direta de População III, embora sejam necessários novos dados para confirmação definitiva.
Imagem: Triff
Mesmo que LAP1-B não pertença à População III, o estudo oferece pistas valiosas sobre a formação de estrelas nas primeiras eras cósmicas.
Com informações de WizyThec

