A Rota Amazônica, corredor logístico que conectará Manaus (AM) aos portos do Peru, Equador e Colômbia pelo Rio Solimões, deverá ser finalizada ainda este mês, segundo a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
O trecho integra o projeto das Rotas de Integração Sul-Americana e avança com a conclusão das obras de dragagem no Alto Solimões. Trata-se da Rota 2 do plano, criado para impulsionar o comércio regional e ampliar o acesso do Brasil ao Oceano Pacífico.
Investimento e cronograma
Desde que foi inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto recebeu R$ 3,8 bilhões em aportes públicos e privados, incluindo recursos de bancos latino-americanos e concessionárias aeroportuárias. O governo prevê entregar outras três rotas até o fim de 2026, somando quatro dos cinco percursos planejados.
As cinco rotas definidas
Amazônica – parte de Manaus em direção aos portos do Peru, Equador e Colômbia; conclusão prevista para 2024.
Ilha das Guianas – liga Manaus a Roraima, Pará e Amapá, alcançando Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela, com saída para o Atlântico; entrega estimada para 2026.
Quadrante Rondon – cruza Acre, Rondônia, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, interligando-se ao Peru e à Bolívia até o Pacífico; conclusão esperada para 2027.
Bioceânica de Capricórnio – inicia no Atlântico, atravessa São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, segue por Paraguai e Chile até o Pacífico; previsão para 2026.
Imagem: Ministério do Planejamento e Orçamento
Bioceânica do Sul – parte do Atlântico, passa por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina até o Chile; também deve ser entregue em 2026.
Objetivo comercial
O governo pretende dobrar o fluxo comercial na América do Sul e fortalecer as trocas com a Ásia, especialmente com a China, ao reduzir custos logísticos e encurtar distâncias até o Pacífico. Em 2023, o Brasil exportou US$ 152,4 bilhões para países asiáticos e US$ 40 bilhões para vizinhos sul-americanos, segundo o Ministério do Planejamento.
Há dez anos, a Rota Amazônica enfrentava falta de alfândega, sinalização e estrutura fronteiriça, o que restringia a navegação. Com a dragagem concluída, o trecho passará a operar regularmente, facilitando o escoamento de cargas entre a região Norte e mercados externos.
Com informações de WizyThec

