Em entrevista publicada nesta sexta-feira, 7 de novembro de 2025, pela revista Veja, o CEO da OpenAI, Sam Altman, declarou que a humanidade ainda vive os primeiros momentos da revolução da inteligência artificial (IA) e que as pessoas continuarão desempenhando papel central nesse processo.
Brasil ganha escritório da OpenAI
Altman anunciou a abertura de um escritório da empresa em São Paulo (SP) para estreitar relações com desenvolvedores e companhias locais. Segundo o executivo, o Brasil já soma mais de 50 milhões de usuários do ChatGPT, tornando-se um dos mercados mais relevantes para a companhia.
A expansão regional inclui também novos data centers, que serão construídos inicialmente na Argentina. Altman afirmou, entretanto, que o mercado brasileiro permanece no radar para investimentos em infraestrutura.
Desafios de infraestrutura e parcerias
O CEO apontou o alto custo e a limitação de data centers como principais obstáculos ao avanço imediato de sistemas como o ChatGPT. Para ampliar a capacidade de processamento, a OpenAI busca parcerias estratégicas, como a colaboração recente com a Amazon.
Impacto no trabalho e na saúde
Ao comentar o efeito da IA sobre diferentes profissões, Altman disse que a tecnologia não deve substituir jornalistas nem eliminar a internet, mas transformará a maneira como informações são produzidas e consumidas. Ele ressaltou que leitores valorizam a conexão com autores humanos e seu julgamento.
Na área médica, o executivo descreveu o ChatGPT como ferramenta complementar valiosa em regiões com oferta limitada de profissionais de saúde. A OpenAI, segundo Altman, trabalha com centenas de médicos para desenvolver recursos clínicos e monitora usos em situações de emergência mental, reforçando que o chatbot não substitui especialistas humanos.
Imagem: Yarrrrrbright
Liderança e futuro da IA
Altman afirmou que ficaria satisfeito em ser substituído por uma inteligência artificial mais competente no cargo de CEO. Ele defendeu ainda a concorrência saudável entre empresas do setor e pediu regulações equilibradas que protejam consumidores sem inibir a inovação.
Para o executivo, a IA deverá liberar as pessoas para atividades criativas e momentos de ócio produtivo, caracterizando uma nova fase tecnológica que, segundo ele, está apenas começando.
Com informações de WizyThec

