Pequim, 4 de novembro de 2025 – A Administração Meteorológica da China (CMA) divulgou as primeiras imagens registradas pelo satélite meteorológico FY-3H, recém-lançado para aprimorar o monitoramento global do clima.
O anúncio ocorreu durante a 15ª Conferência de Usuários de Satélites Meteorológicos da Ásia-Oceania (AOMSUC-15) e a Conferência de Usuários dos Satélites Fengyun (2025 FYSUC), realizadas em Qingdao, na província de Shandong. Os encontros reuniram especialistas de mais de 50 países.
Imagens iniciais
Com seis dos nove instrumentos já ativados e em fase de teste em órbita, o FY-3H enviou registros que incluem campos de gelo na Antártida e sistemas atmosféricos complexos no Hemisfério Norte. Um dos destaques é a combinação de sensores ópticos, de micro-ondas e equipamentos capazes de gerar “tomografias” da atmosfera, permitindo visualizar a estrutura tridimensional de tufões e frentes frias.
Em 12 de outubro, o satélite capturou o vórtice polar no Ártico por meio dos sensores de Temperatura e Umidade por Micro-ondas. Os instrumentos permitem aferir temperatura, umidade, nuvens, composição atmosférica e variações no campo eletromagnético que influenciam o clima espacial.
Monitoramento estratégico
O FY-3H sobrevoa as regiões polares 14 vezes por dia, frequência considerada essencial para acompanhar o derretimento das calotas de gelo e o impacto sobre o nível dos oceanos. Uma imagem em cores naturais da Antártida, obtida pelo sensor MERSI-III, ilustra a precisão no registro de gelo, neve e cobertura de nuvens.
Cooperação internacional
Natalia Donohoe, chefe da Divisão de Sistemas Espaciais e Utilização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), afirmou que os novos dados “fortalecerão significativamente” as capacidades de alerta precoce, especialmente na Ásia-Oceânia, ressaltando a importância de fornecer informações avançadas também aos países em desenvolvimento.
Imagem: Natial Satellite Meteorological Centre CMA
O vice-administrador da CMA, Zhang Zuqiang, declarou esperar que a conferência contribua para ampliar a iniciativa Early Warnings for All, das Nações Unidas, reforçando a resiliência frente a eventos climáticos extremos.
Com foco em alta tecnologia, compartilhamento de dados e colaboração internacional, o FY-3H inicia operações para apoiar previsões de fenômenos severos, como tufões e ondas de frio, além de monitorar gases de efeito estufa, auroras e mudanças climáticas.
Com informações de WizyThec

