O poder corrosivo do suco gástrico humano foi testado em laboratório por pesquisadores que publicaram um experimento na revista científica Gastrointestinal Endoscopy. O grupo avaliou como diferentes materiais reagem ao ácido clorídrico (HCl) presente no estômago, substância essencial para a digestão de alimentos e a eliminação de microrganismos.
Como o teste foi conduzido
Em ambiente controlado, os cientistas prepararam uma solução que imita o suco gástrico humano e mantiveram a temperatura a 37 °C, equivalente à interna do corpo. Lâminas de barbear, baterias de disco e moedas foram submersas nesse líquido, e a massa de cada objeto foi monitorada hora a hora ao longo de 24 horas.
Resultados após um dia de imersão
Ao fim do período:
- A lâmina de barbear perdeu quase 40 % da massa original, tornando-se claramente fragilizada em razão de uma reação de oxirredução que ataca o metal.
- As baterias de disco permaneceram sem vazamento do conteúdo interno e resistiram ao ácido durante todo o ensaio.
- As moedas não exibiram alterações visíveis nem perda de densidade.
Limites da corrosão
Embora o HCl seja fortemente corrosivo, o estudo reforça que substâncias como vidro, plásticos e metais mais densos, a exemplo de ouro e platina, não sofrem degradação significativa nas condições simuladas.
Produção de ácido no organismo
De acordo com a gastroenterologista Patrícia Martins, o estômago humano secreta cerca de 3 litros de suco gástrico todos os dias. Os alimentos podem permanecer no órgão por até quatro horas, tempo em que são transformados em uma pasta aquosa antes de seguir para o intestino delgado. Para proteger a própria parede estomacal da ação do ácido, o organismo produz um muco que recobre o interior do órgão e evita danos.
Imagem: ShutterstockProstock-studio
O experimento é estritamente científico e não recomenda a ingestão de objetos ou a realização de testes caseiros com materiais potencialmente perigosos.
Com informações de WizyThec

