Pesquisadores do Instituto Politécnico de Worcester (WPI), nos Estados Unidos, desenvolveram um micro-drone capaz de se orientar no escuro por meio de ultrasom, técnica semelhante à ecolocalização usada por morcegos. O projeto busca ampliar a eficiência de missões de busca e resgate realizadas em condições de pouca ou nenhuma luminosidade.
O protótipo cabe na palma da mão e foi construído, em sua maioria, com materiais de baixo custo. Um sensor ultrassônico emite pulsos de alta frequência e analisa o eco refletido em obstáculos, permitindo que o equipamento identifique objetos à sua frente mesmo sem luz.
Conchas impressas em 3D reduzem ruído
Durante os testes, a equipe enfrentou interferências provocadas pelo som das hélices, que atrapalhavam a captação dos ecos. Para resolver o problema, os engenheiros criaram conchas protetoras impressas em 3D, capazes de abafar o ruído e direcionar as ondas sonoras.
Além disso, algoritmos de inteligência artificial foram treinados para filtrar ruídos residuais e interpretar os sinais acústicos com maior precisão. Segundo os responsáveis, o uso de IA foi fundamental para diferenciar o eco útil do barulho gerado pelo próprio drone.
Imagem: Oleg Kopyov
Próximos passos
Apesar dos resultados promissores, os cientistas afirmam que ainda há desafios a superar antes da aplicação em campo. O objetivo é aprimorar a sensibilidade do sensor para detectar sons quase imperceptíveis a vários metros de distância, tornando o sistema confiável em cenários complexos, como desabamentos e florestas densas.
Com informações de WizyThec

