O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, revelou um plano de US$ 1,4 trilhão para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial da empresa e indicou a possibilidade de abrir o capital no futuro. A estratégia foi divulgada em transmissão recente, dias após um novo acordo com a Microsoft que retirou limites para captação de recursos.
Segundo Altman, a OpenAI pretende instalar 30 gigawatts de capacidade computacional, adicionando 1 GW por semana com o objetivo de cortar pela metade os custos de capital. A expansão marca a transição definitiva da organização — que nasceu como laboratório sem fins lucrativos — para uma corporação focada em grandes investimentos.
Parceria bilionária Stargate
O projeto Stargate integra a iniciativa e prevê a construção de centros de dados em larga escala por meio de uma parceria avaliada em US$ 500 bilhões com Oracle, SoftBank, Nvidia e CoreWeave. O anúncio foi feito na Casa Branca ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Altman, a medida é “decisiva” para acompanhar o crescimento da IA.
Receita e novos fundos
A OpenAI projeta faturar US$ 20 bilhões até o fim deste ano, valor que, segundo o executivo, precisará ser multiplicado por dez para sustentar os objetivos de longo prazo. Parte dos recursos será destinada à recém-criada Fundação OpenAI, voltada a pesquisas de cura de doenças e à resiliência da inteligência artificial.
Críticas e controvérsias
Altman, que não detém ações da companhia e recebe um salário simbólico, coleciona apoiadores e críticos. Entre os opositores está Elon Musk, cofundador da OpenAI, que alega desvio da missão original da empresa. O CEO também enfrentou uma demissão relâmpago em 2023 antes de retornar ao cargo.
Imagem: Meir Chaimowitz
O interesse público na trajetória de Altman e da OpenAI vai ganhar as telas em breve com o filme Artificial, estrelado por Andrew Garfield.
Com informações de WizyThec

