Os assistentes virtuais movidos por inteligência artificial deixaram de ser novidade e passaram a integrar a rotina de milhões de pessoas em todo o planeta, aponta um levantamento citado pela professora Jeanne Beatrix Law, da Universidade Estadual de Kennesaw (EUA). O estudo analisou 1,5 milhão de conversas no ChatGPT entre novembro de 2022 e julho de 2025 e concluiu que a maior parte das interações envolve tarefas simples e não profissionais.
Uso majoritariamente pessoal
De acordo com economistas da OpenAI e de Harvard, 75% dos diálogos avaliados tratam de orientação prática, busca de informações ou redação. Exemplos incluem dicas culinárias, localização de serviços próximos e revisão de e-mails. Em junho de 2025, 73% das mensagens não tinham relação com trabalho, proporção superior aos 53% registrados no mesmo mês de 2024.
Popularização construída ao longo dos anos
Embora a adoção pareça recente, Law lembra que a base tecnológica dos chatbots já era utilizada em redes sociais pelo menos desde 2017, conforme boletim da Knowledge at Wharton. O lançamento público do ChatGPT, em 30 de novembro de 2022, acelerou esse processo e fez de 2025 o ano em que a IA se popularizou de forma definitiva.
Desigualdade no acesso
O índice econômico elaborado pela Anthropic reforça a disparidade no uso da tecnologia. O estudo comparou interações com o chatbot Claude AI à população em idade ativa e constatou que Singapura utiliza o recurso 4,6 vezes mais do que o previsto pelo tamanho de sua população. Já Índia e Nigéria recorrem à ferramenta em apenas um quarto do volume estimado.
Imagem: tadamichi
Para Law, a convivência diária com a IA exige que os usuários desenvolvam competências de “alfabetização em IA” e conheçam técnicas de prompting, a fim de aproveitar os benefícios e minimizar riscos.
Com informações de WizyThec

