Uma nova blindagem desenvolvida pela Atomic-6 pretende reduzir os riscos provocados por detritos espaciais que circulam em alta velocidade ao redor da Terra. Batizada de Space Armor, a solução utiliza um polímero de composição sigilosa para proteger satélites, naves e estações orbitais.
Quem desenvolveu
A responsável pelo projeto é a startup norte-americana Atomic-6, que trabalhou 18 meses na criação do material, segundo o CEO Trevor Smith.
Por que é necessária
Estima-se que mais de 130 milhões de pedaços de lixo espacial, muitos microscópicos, viajem a velocidades que superam 25 000 km/h. Mesmo fragmentos minúsculos podem perfurar componentes externos e provocar falhas catastróficas, além de gerar ainda mais destroços em uma reação em cadeia.
Como funciona
O escudo é formado por placas autoadesivas de 30 cm × 30 cm, com 2,5 cm de espessura. Versões sob medida podem alcançar até um metro. Diferentemente do tradicional Escudo Whipple, criado na década de 1940, a Space Armor é mais leve e, de acordo com a empresa, produz menos estilhaços após o impacto.
Desempenho nos testes
Ensaios de laboratório indicaram resistência a colisões superiores a 7 km/s. Há variações da armadura para fragmentos de até 3 mm e modelos reforçados capazes de suportar objetos de 12,5 mm.
Imagem: Frame Stock Footage
Vantagens adicionais
O material permite a passagem de ondas de rádio, possibilitando proteção de antenas e radares sem bloquear a comunicação. Também existe uma opção opaca para missões que exijam blindagem eletromagnética.
“Não é mais preciso escolher entre proteção e comunicação”, afirmou Trevor Smith. Segundo ele, a tecnologia pode ser aplicada em satélites, naves tripuladas e estações espaciais, oferecendo uma barreira contra ameaças invisíveis que se multiplicam na órbita terrestre.
Com informações de WizyThec

